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Senta que lá vem a história (rsrs)… porque hoje é Natal e faz um ano que eu voltei de viagem!

Muita coisa aconteceu nesse ano que passou desde o meu retorno. Eu voltei pro trabalho do qual havia pedido licença, fiquei 2 meses por lá cumprindo aviso prévio e então sai. Levei minha cachorrinha doente pra morar comigo e quase 3 meses depois ela veio a falecer. Minha avó paterna faleceu em seguida. Tentei ingressar em um doutorado, mas não fui aprovada. Prestei vestibular pra uma faculdade, mas não fechou turma. Fiz muita, mas muita terapia. Pensei em fazer comida pra vender, em abrir um restaurante, em abrir uma confecção… Enfim, muita coisa aconteceu mesmo! 

Desde que eu voltei pra casa, minha vida se tornou um caos. Passei por muitos altos e baixos. Na verdade muito mais baixos do que altos. Foi um ano muito difícil, mas, talvez por isso até, incrivelmente enriquecedor.

Quando eu decidi viajar, tinha muitos objetivos em mente. Ninguém (eu acho) decide fazer uma viagem dessa sem ter uma série de questões motivadoras. Eu tinha alguns pontos muito claros, mas o principal era que eu queria mudança. 

Busquei visitar lugares que me tirassem da zona de conforto. Eu queria conhecer culturas diferentes, culinárias diferentes, queria entender melhor alguns conflitos entre países, entender um pouco as diferentes religiões. Queria abrir minha cabeça, me libertar de certos (pré)conceitos, enfim, me tornar um ser humano melhor.

Sempre achei que essas mudanças aconteceriam durante o meu percurso, afinal, 9 meses é tempo pra burro! Achei que chegaria de volta ao Brasil mudada e revolucionaria minha vida por aqui. Mas não foi bem assim que aconteceu. As mudanças nunca são tão óbvias e nem fáceis. 

Enquanto viajava eu me adaptei com muita facilidade aos lugares que visitei. O que eu não previa é que a adaptação no meu retorno seria tão difícil. Pois bem, foi nessa fase sofrida de adaptação de volta pra casa onde eu de fato encontrei tudo o que eu fui buscar.

Claro que, conforme eu fui conhecendo as realidades tão distintas dos diversos (23) países que visitei, eu fui agregando diferentes valores, diferentes conhecimentos. Durante os 9 meses eu fui vivenciando uma mudança interna silenciosa e gradativa. A gente acha que simplesmente um dia vai acordar diferente, como num passe de mágica. E essa mágica até acontece, mas não de um dia pro outro.

Depois de 9 meses acumulando aprendizados (e quilos), eu voltei pra casa. Mas o que me incomodava, ao contrário do que as pessoas imaginam, não era o fato de voltar ao Brasil e achar tudo aqui horrível. Na verdade eu estava muito feliz por estar de volta, por estar perto da minha família e amigos novamente. Eu passei mais de 6 meses sem ver um rosto conhecido e viajando num ritmo que mal me permitia criar laços. Ter as pessoas que eu amava por perto novamente era inexplicavelmente bom!

O que me incomodava num primeiro momento era a falta de estrutura, a falta de movimento. Eu não tinha mais nada na cozinha, não tinha internet, não tinha TV a cabo, não tinha carro (e tinha greve de ônibus), as roupas não me serviam e eu não sabia como ficaria a minha situação financeira, ou seja, também não tinha grana. 

Eu que tinha passado 9 meses livre, leve e solta por esse mundo, agora me sentia trancada em casa. E pra piorar, na época em que eu voltei, entre Natal e Ano Novo, ninguém fica em Blumenau. Ou seja, de alguma forma eu continuava me sentindo sozinha. Pode até parecer meio bobo, mas foi muito difícil lidar com a soma de todas essas pequenas coisas.

Mesmo passada essa fase inicial de adaptação, durante muitos e muitos meses, as coisas pareciam difíceis de administrar. Parecia que a vida às vezes ficava pesada e nuvenzinhas negras pairavam sobre a minha cabeça. 

Durante os meses que se seguiram à minha volta, eu tinha a sensação de que um rolo compressor passava por cima de mim todos os dias. Até que eu finalmente entendi o que estava acontecendo comigo.

Quando eu decidi largar tudo e sair pra ver o mundo, meu objetivo principal, como eu já falei, era a  mudança. E eu passei 9 meses me abrindo pra isso, me permitindo mudar. Mas voltar pra casa é confrontar velhos hábitos. Depois de tantos meses acumulando pequenas mudanças, eu tive que me deparar com a velha Fabiana. E era essa guerra travada entre o velho e o novo que me assolava todo santo dia. 

Durante toda a minha viagem eu exercitei voluntaria e involuntariamente o desapego. Porque era necessário e porque fazia parte da vida livre que eu buscava. Quando voltei, achei que seria possível trazer pra minha realidade o estilo de vida desapegado que eu havia adotado. Foi um choque abrir meus armários e ver a quantidade de coisas que eu tinha, admitir que a vida sem carro aqui é complicada e aceitar que talvez eu precisasse de um novamente. E foi muito mais difícil ainda, admitir que além de mim, as pessoas daqui também haviam mudado enquanto eu viajava.

Foi quando eu aceitei que a realidade daqui era diferente da realidade que eu havia vivido nos últimos tempos, que não é possível viver nômade o resto da vida, que existem hábitos que eu posso e devo manter e outros que precisam de tempo pra serem compreendidos incorporados à nossa realidade, e que as pessoas podem ter mudado também, mas isso não impede que eu continue amando-as, que eu comecei a viver em paz. Nós não temos só apegos a coisas, também temos a hábitos e a pessoas. E ser livre consiste em abrir mão de cada um deles.

Eu sabia já há muito tempo que precisaria dar tempo ao tempo pra que as coisas entrassem nos eixos novamente. Mas mesmo tendo consciência de que seria necessária muita paciência pra que tudo se ajeitasse e mesmo com a certeza de que tudo ficaria do jeito que deveria ficar, eu me cobrei muito, me penalizei muito. Porque a gente não se permite. A gente tem pressa, tem medo, sofre, se atropela e peca por ansiedade. 

Precisei de muita terapia. De muita ajuda da família e dos amigos (aliás, agradeço muitíssimo todos os dias pelas pessoas maravilhosas que eu tenho na minha vida). Dei o braço a torcer e procurei um “Coach" e fui surpreendida positivamente.

Hoje posso dizer que mais que os 9 meses de viagem, esses 1 ano e 9 meses de vida me proporcionaram uma experiência indescritível! Posso dizer que sou um ser humano melhor, simplesmente porque eu procuro ser melhor a cada dia. Eu erro pra burro, como todo mundo. Mas isso não faz com que eu desista de mim. 

Apesar de continuar com mil ideias na cabeça, hoje eu tenho consciência de quais eu posso executar agora e quais ficarão pro futuro. E isso faz com que eu não deixe de sonhar com elas. 

Hoje eu posso dizer que eu sei quem eu fui, quem eu sou e quem eu quero me tornar!

Eu sempre quis fazer algo pra que o nosso mundo seja um mundo melhor. Foi isso que norteou a escolha da minha profissão e que continua norteando as minhas escolhas até hoje. Ao invés de buscar a mudança que eu tanto queria começando do zero em outra profissão, eu escolhi usar tudo o que eu já aprendi profissional e pessoalmente pra ajudar as pessoas a mudar.  Mudar seus conceitos, seus negócios, seu dia-a-dia. Assim, eu acredito que podemos todos juntos construir um mundo melhor.

Quando eu decidi pedir licença do trabalho e viajar pelo mundo eu tinha certeza que estava fazendo a coisa certa. Mas eu não tinha como dimensionar, descrever ou mesmo sonhar com o que viria depois! Hoje eu só tenho uma coisa a dizer (ou a repetir): OBRIGADA VIDA pela linda oportunidade!!



Conforme havia dito aqui, sempre que conseguisse acertar uma receita dos meus livros de culinária adquiridos na viagem, postaria a receita aqui no blog.

Semana passada finalmente eu consegui acertar uma! Então, como promessa é dívida, aqui vai a receita:

Rolinho Primavera de Cogumelo e Alho Poró com Maionese de Limão e Coentro

Ingredientes:

Para o Rolinho

2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
1 cebola grande, finamente picada
6 cebolas roxas pequenas, finamente picadas
4 alhos poró, finamente picados
300g de cogumelos frescos, finamente picados 
Pimenta e sal a gosto
Suco de 1/2 limão
2 colheres de sopa de molho inglês
1 punhado de um mix de ervas frescas picadas, tais como hortelã,  coentro, manjerona e manjericão
16 a 20 folhas de papel de arroz

Para a Maionese

4 colheres de sopa de maionese
1 colher de sopa de suco de limão
1 pequeno maço de coentro, grosseiramente picado

Modo de preparo:


Aqueça o azeite de oliva em uma frigideira grande, acrescente as cebolas (inclusive as roxas) e refogue até ficar transparente. Adicione os alhos poró e frite por 5 minutos em um fogo médio-alto. Adicione os cogumelos e frite até que não reste mais líquido algum, o que deve levar de 15 a 20 minutos. Acrescente sal e pimenta, o suco de limão, o molho inglês e as ervas.  Reserve para resfriar.


Pincele o papel de arroz com água, coloque uma colherada da mistura de cogumelos e enrole. Frite em fogo médio-alto até ficar dourado. Escorra a gordura em papel-toalha e sirva imediatamente com a mistura de maionese de acompanhamento (para o preparo, misture os ingredientes).



Versão feita na Airfrayer e com maionese caseira 
Sobre a receita:

Essa receita foi retirada de um livro que comprei em Phnom Pehn, de um restaurante chamado Friends. Ele faz parte de uma aliança global chamada TREE - Training Restaurants for Employment and Entrepreneurship (Formação em Restaurante para Emprego e Emprendedorismo). O restaurante-escola é um empreendimento social que visa a treinar jovens para o mercado, além de oferecer um serviço de excelência para os seus clientes. O lucro obtido pelo restaurante é investido nos trainees e em programas sociais.

Infelizmente, nos dias em que estive por lá, ele estava fechado e não pude conhecer pessoalmente a estrutura da ONG. Mas, caso você tenha a oportunidade de visitar a capital do Camboja, não deixe de visita-lo.


Bom, espero que tenham gostado!

E caso tenham dificuldade em achar papel de arroz, eu pedi pra meninas do Rei das Castanhas me avisarem quando a encomenda chegar.

Beijos e até o próximo,

Fabi, a Rosa viajante









Depois de um tempo meio abandonadinho, sem um post novo, o Mundo, meu quintal começa 2016 com novidades!

A primeira é que agora o blog tem seu próprio IG, o @mundo.meu.quintal. A ideia é abastecê-lo com fotos da viagem, antigas e novas, pra contar histórias, dar dicas ou só pra matar saudade da trip mesmo. 

Essa é a cara do IG do Mundo, meu quintal
A segunda novidade é que agora sou colaboradora do Lilly´s Trends, o blog de moda da minha Best e consultora de moda, que quer ampliar a gama de informação das leitoras e conta, além de mim, com outros colaboradores pra falar sobre beleza, saúde e cultura pop. Bom, acho que nem preciso dizer sobre o que eu vou falar, né?! Gastronomia e Viagens (e de preferência os dois juntos), é claro! 

Olha o post aí no Lilly´s Trends!
Pra quem quiser conferir, é só acessar o Comidinhas de NY. Clique e descubra quais foram os restaurantes que visitamos nos dias em que passamos na Big Apple! Foram 10 dias de muita diversão, andanças, compras e muita, mas muita comilança.

Mas não para por aí! Aqui pelo blog, também haverão mudanças. Além dos registros escritos e fotográficos da viagem, pretendo compartilhar post interessantes de outros blogs e também, sempre que possível, postar as receitas do mundo que eu fizer e derem certo (por enquanto só tive duas experiências frustradas).

São muitas coisas em mente pra esse ano pós-trip! E eu espero conseguir colocar todas elas em prática e movimentar muito esse espaço. E caso surja alguma sugestão, ideia ou curiosidade, mande pra mim por aqui ou pela página do facebook, que ela pode vir a virar um post.

Por enquanto é isso!

É muito, mas muito bom estar de volta!

um beijo, da Rosa viajante.

Quando for à África do Sul, você terá algumas opções de passeios com vistas panorâmicas maravilhosas. Eu fui a esses três lugares que fazem parte do Parque Nacional de Table Mountain e recomendo os três: Table Mountain, Cabo da Boa Esperança e Signal Hill.

O primeiro que visitei foi o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, e é literalmente onde o vento faz a curva - é quase impossível aguentar o vento no topo do farol. Consegui o pacote através do Hostel Backpackers por cerca de 45 dólares. Nele estava incluso, além da ida ao Cabo, uma passeio de barco pela bacia de Hout (opcional e pago separadamente) para ver os animais marinhos, um belíssimo passeio pela estrada maravilhosa de Chapman's Peak (que fica no caminho) com direito a parada pra vista panorâmica, visita à colônia de pinguins de Simon's Town e um piquenique com comidinhas homemade no Centro de Visitantes do Parque. 

    Bacia de Hout pela manhã 

                                                           Passeio de barco pela Bacia de Hout
                         
    Estrada de Chapman's Peak 

    Panorâmica de Chapman's Peak


   Colônia de pinguins de Simon's Town

                                                                  Piquenique no Centro de Informações de Visitantes

Você pode subir ao farol do Cabo usando o teleférico ou a pé por um belíssimo (íngreme, porém pavimentado) caminho com mirantes para paisagens de tirar o fôlego - talvez até mais belas que a do próprio farol. E se quiser ainda pode caminhar, por um trecho não tão fácil, margeando a costa e descer até o marco do Cabo da Boa Esperança. O caminho é um pouco difícil - íngreme e pedregoso, principalmente quando venta muito, porque fica difícil caminhar, mas vale a vista que se tem ao chegar à ponta.

    Vista da subida ao farol do Cabo da Boa Esperança 

                                                           Aos pés do farol

   Cabo da Boa Esperança - o ponto mais ao sudoeste da África

Finalizamos o passeio voltando de bicicleta (nem todos conseguiram chegar lá e eu fui um dos que pediu carona no meio do caminho, rs) até o Centro de Visitantes de onde partimos. O passeio leva um dia inteiro, então programe-se para isso. Mas garanto que vale muito a pena!

Signal Hill é outro ponto alto super legal para uma vista panorâmica. Fui por indicação do meu amigo e agente de viagens, que me recomendou que fosse assistir ao pô-do-sol lá. Como não estava de carro, o meu hotel - Ambassador - fechou com o taxista um valor para ir e voltar e me esperar lá por 1 hora (paguei cerca de 30 dólares por isso). Levei vinho e morangos, como recomendado, e um tecido para um piquenique. Quando cheguei, a encosta do morro já estava lotada de pessoas sentadas assistindo ao espetáculo e confraternizando. Sugiro que você chegue cedo para evitar o engarrafamento e não correr o risco de perder o grande momento. E até mesmo para poder curtir todo o lindo processo do sol se pondo. Veja certinho qual o horário em que o sol se põe (o aplicativo de tempo do smartphone te dá essa informação) e vá com pelo menos 1 hora de antecedência. Depois do pôr-do-sol vale a pena ficar mais um tempo curtindo as cores que vão se formando no céu. É um espetáculo imperdível!


                                                                Muitas pessoas vão ao Signal Hill assistir ao pôr-do-sol


















                                                                                                   
Eu também fui com meus morangos e vinho

Pra quem não sabe, o pôr-do-sol é o meu momento favorito do dia. E na África tive uma coleção deles para levar na memória! Além de Signal Hill, assisti a maravilhosos sunsets em Bantry Bay (da janela do meu quarto mesmo) e em Camps Bay.

Table Mountain, por incrível que pareça, foi uma das últimas atrações da Cidade do Cabo que eu visitei. Não me pergunte porque! Olhar para ela todos os dias (a Cidade do Cabo fica entre a Table Mountain e o mar - nada mal, hei?!) já era demais, mas subir e ver a cidade lá de cima foi sensacional!



















Table Mountain vista do teleférico

















                                                              


                                                                 Cidade do Cabo vista da Table Mountain
                 
Assim como no farol do Cabo da Boa Esperança, você pode subir a Table Mountain pela trilha ou pelo teleférico. Mas não esqueça que a subida é íngreme e há um aviso que diz para verificar as condições meteorológicas antes de subir, pois se o vento piorar o teleférico será fechado e você terá que descer pela trilha. Ou seja, esteja preparado! Eu, apesar do medo de altura, subi pelo teleférico e achei muito tranquilo. Ele é panorâmico e a vista da subida é belíssima!


   E quem resiste a um selfie com essa paisagem?!

Para ir à Table Mountain, ao invés de pegar um taxi (já que ônibus local não é recomendável para mulheres sozinhas), peguei a rota do City Sightseeing que passa por lá, aproveitando assim para fazer um tour pela área dos museus e visitar o do District Six, que conta a chocante história de quando a área foi declarada como de brancos e os moradores da comunidade, que não eram brancos, foram forçados a se mudar para outras localidades mais afastadas. 

District Six Museum

A propósito, esqueci de mencionar no post anterior um triste informação sobre Stellenbosch - a cidade foi o berço do Apartheid.

Enfim, outra dica é que para evitar uma possível fila na hora de comprar o ticket para o teleférico da Table Mountain no local, você pode comprar o ticket antecipadamente no City Sightseeing também.

Bom, espero que tenham gostado das dicas sobre a África do Sul. 

Nos próximos posts, vou falar pra vocês sobre os meus dias em Zimbábue e Botsuana.

Beijos e até mais!!




Os últimos dias foram incríveis!! Viajei com os meus pais e a minha avó pela Alemanha, Holanda e Luxemburgo. Foram dias intensos e muito divertidos. Mas agora a mamata acabou, minha família já está no Brasil e estou viajando com duas amigas pela Croácia, o que deve me deixar pouco tempo para escrever mais uma vez. O lado bom disso, é que significa que estou aproveitando ao máximo, o lado ruim é que estou com uma defasagem de muitos dias, enquanto minha idéia inicial era ter um diário em tempo real. Mas como expectativa e realidade nem sempre andam juntas, a gente faz o que pode, rs.

Por isso, vamos voltar à África do Sul, mais exatamente para a cidade de Stellenbosch. A maioria das pessoas que conheço visita Stellenbosch em pacotes que saem da Cidade do Cabo e passam o dia nas vinícolas para as quais os grupos são levados. Mas eu optei por passar mais tempo na região, pois tinha programado 15 dias na África do Sul e achei que podia me dar ao luxo de passar um tempo curtindo o campo. E posso garantir que foi uma excelente idéia! 

Com certeza saiu muito mais caro do que os pacotes, principalmente porque eu estava sozinha. Então, no caso de optar por passar uns dias nas vinícolas também, considere os seguintes gastos: diária de hotel - o que não muda muito, pois você só muda o local de hospedagem. Na verdade, pelo o que percebi, os hotéis em Stellenbosch são mais em conta que os da Cidade do Cabo; traslado da Cidade do Cabo à Stellenbosch - caso você não tenha alugado um carro - me custou cerca de 45 dólares cada trecho, mas sugiro negociar com o taxista antes; e contratação de guia para visitação das vinícolas - mesmo que você esteja de carro e não precise se preocupar com o traslado, sugiro que contrate o serviço de guia com transporte para poder degustar a vontade sem se preocupar com a direção depois - me custou cerca de 70 ou 90 dólares o dia. 

O interessante de ter um guia particular é que ele conhece muito bem a região e pode levá-lo para vinícolas mais específicas, de acordo com seu gosto. Eu, por exemplo, tenho mais interesse em vinhos tintos e espumantes e também queria ver o processo de produção de vinhos, assim, pude focar nas melhores vinícolas pra mim. Caso contrário, você pode ficar à vontade e fazer sua lista de vinícolas, mas vale lembrar que só na região da cidade de Stellenbosch são mais de 500.


   Armazenamento do vinho em barris de carvalho

Além de Stellenbosch é possível visitar e pernoitar na cidade vizinha de Franschhoek, que também é uma graça. Ambas cidades tem um centro pequeno cheio de lojinhas e restaurantes, mas Stellenbosch possui ainda um jardim botânico que me encantou! Vale a visita para ver de perto a imensa variedade de plantas que o país possui. Se como eu, você não tiver tempo de ir ao Kirstenbosch, sugiro que o visite. E mais, sugiro que guarde um tempo para um almoço no restaurante do Jardim, pois além de ser uma fofura, foi disparada a melhor comida que provei na cidade. Comi um Bobotie, que é um prato típico de carne moída (mais ou menos um bolo) temperado com muitas especiarias e assado no forno. Simplesmente divino!


   Uma das flores exóticas do Jardim Botanico de Stellenbosch


                                                                                 Bobotie, tradicional prato sul-africano


    Restaurante do Jardim Botânico de Stellenbosch

                                                                  Um dos restaurantes do centrinho de Stellenbosch

Quanto às vinícolas, como fiquei doente ao chegar à Stellenbosch, perdi um dia de cama, ficando com apenas 1 dia e meio para visitações. No primeiro meio dia, ainda me recuperando, consegui fazer duas vinícolas, a Neil Ellis e a Boschendal. Nesta última foi possível fazer o tour para conhecer o processo de produção. A primeira me encantou pela modernidade do design do local, além da vista externa para as parreiras. Sem falar na qualidade dos vinhos. Já a Boschendal é a maior produtora de vinhos da África do Sul e para isso, compra uvas de todas as partes do país. Pude provar os tintos e as espumantes e gostei muito! Mas além da degustação e do cellar tour, é possível adquirir cestas de piquenique, fazer um lanche rápido na delicatessen ou mesmo almoçar no recém-aberto restaurante da vinícola, o Mansão Boschendal.



   Vinícola Neil Ellis: excelentes vinhos e design moderno


                                                                  Vista para os vinhedos em Neil Ellis


    Mansão Boschendal, o novo restaurante da vinícola


                                                                                 Vinhedos de Boschendal

No segundo dia visitei as vinícolas Glenelly Estate, que é uma graça e tem uma lojinha de souvenirs bem bacana; Tokara, que por sinal é premiadíssima e tem uma seleção de azeitonas e azeites espetacular; a Solms Delta, que tem um museu que fala da história da região e tem um restaurante bem interessante, no qual degustei uma deliciosa tábua de frios e vegetais junto com os vinhos - que tem lindos rótulos vintage relacionados à música, que algo muito marcante na África do Sul. Talvez não tenham sido os melhores vinhos que provei, mas foi o lugar mais especial de todos, pela história do lugar (que tem um contexto social) e pelo carisma dos atendentes; e a Anthonij Ruppert, onde provei espumantes e tintos, sob a marca Pretorium, na sede da vinícola e mais adiante no mesmo terreno, descobri um lugar especial. Em um casarão antigo foi possível degustar uma safra especial da vinícola com o nome do dono: Anthonij Ruppert. Estes foram os melhores vinhos de todos os que degustei e recomendo uma ida até esse casarão não só pelo vinho, mas pela beleza da mansão, onde você pode degustar seu vinho no cômodo que desejar.


    Área de degustação de Glenelly Estate 

                                                                  Aproveitando a degustação em Glenelly Estante


    Um dos vinhos da premiadíssima Tokara


                                                                                                   O super atendimento da Solms Delta     

    A deliciosa tábua de frios da Solms Delta

                                                                                 Três dos vinhos super especiais do Anthonij Ruppert


Durante a minha estada em Stellenbosch fiquei hospedada em um Hotel com o mesmo nome da cidade, super antigo, bem localizado e com um atendimento muito bom. Infelizmente a cozinha e restaurante estavam em reforma, talvez por isso o café da manhã tenha deixado um pouco a desejar. Mas de modo geral, gostei bastante de ficar hospedada lá.

                                   Meu quarto single petit super fofo

Espero que tenham gostado das informações sobre essa cidadezinha fofa!

Beijos e até mais!!!





Parece que finalmente vou conseguir seguir com o blog!
O computador apresentava problemas de conexão já no Brasil, mas desde que deixei o país, não consegui conectá-lo à internet sequer uma vez.
Meu tablet caiu no chão e agora só abre em vermelho e meu celular tomou um banho tão grande nas cataratas Victoria, que desde então tem vontade própria. Ou seja, era praticamente impossível escrever qualquer coisa.
E agora já foram tantos os lugares pelos quais já passei, que vou ter que correr um pouco pra que os posts sejam cada vez mais atualizados.

                                  Mapa da orla da Cidade do Cabo

Vou começar falando sobre o tempo que passei em Bantry Bay, uma das praias de Cape Town. Se você seguir de Waterfront sentido praias, irá percorrer cerca de 7 a 8 quilômetros até chegar a Bantry Bay, passando primeiro por Green Point e Sea Point. Um belíssimo passeio pela orla, passando por piscinas, parques e campos de golf públicos, por uma linda exposição fotográfica a céu aberto que fala da importância do oceano e das Florestas de Kelps, além de inúmeros pontos turísticos, como o Farol e o Parque de Green Point, o estádio de Cape Town, entre outros. 

 Exposição fotográfica sobre o mar e a Floresta de Kelps em Sea Point

Além disso tudo, você poderá, como eu, ser agraciado por uma série de golfinhos saltando e fazendo estripulias, bem como presenciar um pouco o estilo de vida que os cidadãos da Cidade do Cabo levam. A vista é linda - entre mar, montanha e belíssimas construções - e apesar de um pouco longo, recomendo o passeio.


 Parque à beira mar onde os cidadãos divertem-se ao ar livre com suas famílias e animais


 Parte da cerca de proteção da orla de Sea Point corroída em alguns trechos pela água do mar

Continuando a caminhada a partir de Bantry Bay (eu fiz em dois dias distintos), você passará por Clifton e suas 4 maravilhosas praias e chegará a Camps Bay, o que leva cerca de 3 quilômetros.


Victoria Road, partindo de Bantry Bay a caminho de Camps Bay
 Cada uma das praias de Clifton possui um público específico - o que não quer dizer que você não pode passear livremente por todas elas. Mas tem a praia frequentada por famílias, a mais frequentada por surfistas, por jovens, e assim vai. Elas são cercadas por um paredão ocupado por inúmeras construções (o metro quadrado mais caro de Cape Town, diga-se de passagem), e é por entre estas construções que você desce uma íngreme escada para chegar na praia. Elas são divididas por algumas pedras, pelas quais você pode facilmente passar entre ou sobre.
  
 Vista das praias de Clifton 1, 2 e 3
 Como as praias são protegidas por estes paredões, há menos vento e por isso são muito procuradas. Caminhei pelas 4 e achei todas belíssimas. No entanto, apesar de algumas pessoas estarem na água, não recomendo um banho de mar. Coloquei meus pés na água e achei que perderia os dedos, rs. Mas se você tem boa tolerância ao frio... vá em frente!
  
 Acabei aproveitando o sol e o calor pra dar um up no bronze em Clifton 4

Camps Bay é um balneário. Achei a praia bem menos bonita que as de Clifton, porém, lá você encontrará uma série de bares e restaurantes à beira-mar. Eu fui e recomendo os seguintes lugares: Cafe Caprice, Mynt Cafe, Mezepoli Meze & Wine Bar, e o meu queridinho Round House, que não fica na orla e já falei aqui
  
Almoço no Mynt Cafe: Talharim com molho napolitano e lagostins, acompanhado de vinho rosé sul-africano
 O pôr-do-sol em Camps Bay é fantástico, portanto, vale a pena passar um fim de tarde na praia ou em um dos diversos restaurantes ou bares para contemplar essa incomparável (nunca vi um pôr-do-sol que pudesse ser comparável ao da África) maravilha da natureza. 



 Pôr-do-sol em Camps Bay

Voltando à Bantry Bay, posso dizer que é uma praia lindíssima, porém sem areia, pois fica num costão. Fiquei hospedada no Hotel Ambassador com uma vista fantástica (mesmo!!) para o mar. O pôr-do-sol (já deve ter dado pra perceber que é minha hora favorita do dia, né) da minha janela era um espetáculo particular a cada dia.
Vista do meu quarto no Hotel Ambassador em Bantry Bay

 Além da vista maravilhosa, o hotel possui uma piscina (geladérrima), que por sinal era bem visível do meu quarto, onde você pode passar um tempo relaxando, nadando (se tiver coragem), tomando uns drinks ou mesmo almoçando.
   
 Eu me encorajei a mergulhar na piscina, mas uma única vez, rs.
  
E o restaurante do hotel é uma atração a parte, o super procurado Koi possui um cardápio interessantíssimo.

Este prato (Stir frying) a base de Noodles, legumes e camarões foi o meu favorito do Koi


Apesar de Bantry Bay não possuir uma praia propriamente dita, é possível aproveitar as inúmeras praias (Clifton, Camps Bay e Sea Point) que a cercam. Por este motivo, aliado à estrutura e custo, super recomendo a estada no Ambassador.
Espero que tenham gostado das informações! Em breve vou escrever pra vocês sobre a minha experiência na magnífica Cape Point!

Beijos e até lá!

Fabi Rosa.