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A visita à ilha de Robben é algo tão emocionante que merece um post especialmente só pra ela!

Para chegar a Robben Island é necessário pegar um barco que sai de Waterfront. Como é muito popular, deve-se comprar o ticket com antecedência, o que pode ser feito pela internet através do www.webtickets.co.za.

O passeio até a ilha leva cerca de 30 minutos e se você der sorte de pegar os assentos da parte superior, terá uma deslumbrante vista para a região portuaria da Cidade do Cabo. Óbvio que isso não aconteceu comigo, pois fui a última a entrar no barco e por pouco não perdi o passeio. Mas é possível fotografar Cape Town da própria olha. 

    Cape Town vista de Robben Island 

Dica: quando tiver algo com horário marcado, chame seu taxi com muita antecedência, porque conforme a lei de murphy, neste dia ele irá atrasar. Que foi o que aconteceu comigo, kkk.

Chegando a ilha você deverá se dirigir aos ônibus que aguardam os visitantes. Essa parte é bastante confusa! Uma mulher fica gritando num alto-falante repetidamente que as pessoas devem se dirigir para os ônibus, que não necessariamente estão à espera delas. E não há filas organizadas, então acaba sendo um Deus nos acuda nessa hora.

Após isso, você será recebido por um guia e seguirá por todo o complexo, o que dura aproximadamente 2 horas e meia.

    Um dos setores da prisão 

Outra dica: leve água e algum lanche leve, chapéu e protetor solar. O sol é forte e é bastante quente na ilha.  

Robben Island durante algum tempo serviu como ponto de abastecimento de navios e também como prisão para alguns marinheiros mal comportados, assim como alguns cidadãos da Cidade do Cabo. Depois passou a receber leprosos e outros doentes com necessidade de exílio. Com o Apartheid a ilha se tornou uma prisão de segurança máxima para presos políticos e com o fim dele tornou-se um monumento nacional, vindo mais tarde, a ser considerada patrimônio da humanidade. 

    Cemitério dos leprosos 

Ninguém mais está preso em Robben Island, porém as casas que ainda existem são alugadas para as pessoas que lá trabalham. 

    Casa de moradores de Robben Island 

    Igreja doada à Robben Island

Coisas absurdas aconteceram em Robben Island! As histórias contadas lá fizeram com que eu sentisse vergonha de ser "branca". Muitas vezes tive que conter as lágrimas, porque é muito difícil lidar com o fato de que há tão pouco tempo, pessoas tratavam umas às outras daquela forma, simplesmente por causa da cor da pele. 

Imagine você, carregar estampado no seu passaporte um carimbo escrito "dumb", que significa estúpido, simplesmente por ser negro. Inimaginável, né?!

Dentro da prisão existiam diferentes tratamentos de acordo com a etnia do preso. Por exemplo, os negros tinham uma alimentação diferenciada e de tão ruim que ela era, muitos vinham a falecer. 

    Cela onde Mandela ficou preso 

Muitos presos tinham que trabalhar numa mina de pedras. Apesar delas passarem com o tempo a não possuir valor algum de venda, esse serviço continuou sendo feito como forma de humilhá-los. No entanto, nessa mina havia uma caverna onde os presos podiam descansar um pouco e se proteger do sol escaldante. Nesse lugar, escondido de todos, eles ensinavam uns aos outros suas formações. E assim, esse lugar passou a ser chamado de universidade de Rooben Island. Muitos que saíram da prisão conseguiram ofícios graças ao que aprenderam nesse lugar. 

    Universidade de Robben Island

Foram muitos os anos que Mandela passou em Robben Island, mais outros muitos anos em outra prisão, até retornar à Robben Island novamente. Num total, Mandela passou 27 anos de sua vida preso. E mesmo após todo esse tempo de maus tratos, Madela pregou o perdão. Ele perdoou seus inimigos, pois somente assim poderia ter um país de iguais. 

    Uma das celas de Robben Island 

Que exemplo esse homem!! Não só por sobreviver com resignação a todas as provações as quais fora submetido, ele ainda perdoou aqueles que as impuseram, e ainda mais, pregou para que os outros perdoassem também seus algozes.

Foi um passeio que me deixou emocionada, mas posso dizer que saber que existiram homens como Madela e ver tudo o que foram capazes, renovou minha fé na humanidade! 

Voltei de Rooben Island com uma mistura de vergonha e tristeza, mas com uma dose enorme de esperança! 

Se vieram à Cidade do Cabo, é um passeio que não devem deixar de fazer!!

    Fim da visita 

Espero que tenham gostado. No próximo post vou falar do tour que fizemos por Cape Point. 

Bjs e até mais! 
Situado entre a Table Mountain e o mar, o Victoria & Albert Waterfront (V&AW ou Waterfront) é um complexo que fica na região portuária da Cidade do Cabo. É relativamente novo (1988) e foi feito com intuito de recuperar as construções antigas que estavam abandonadas e desenvolver a região. 

   
Vista do V&A Waterfront

Fazem parte do Waterfront um suuuuper hotel de luxo, um shopping imenso com lojas super bacanas, uma gama enorme de restaurantes, cafés e cervejaria, além de várias opções de entretenimento e mercados. 

    Hotel 5 estrelas do complexo V&AW

Na região do Waterfront temos ainda outras atrações como o aquário Two Oceans, a feira de artesanatos Watershed, a feira gastronômica Food Market, a saída para Robben Island, entre outras. 

Dentre as opções de entretenimento está uma roda gigante com uma vista panorâmica de todo o complexo. Apesar do medo de altura me aventurei a passear nela e paguei um super mico. Mas valeu a pena pela vista e as fotos que eu consegui tirar lá de cima. 

    Vista do alto da roda gigante 

O Food Market é imperdível pra quem, como eu, adora ter novas experiências gastronômicas! 

    Food Market 

Com comidas de diversos lugares, comidas locais, feitas artesanalmente, é um banquete pra quem gosta de se aventurar pelos sabores do mundo. Não é tão grande e variado como a feira do Old Biscuit Mill, mas é bem mais organizado e o melhor, permanente.

    Food Market 

Eu fui lá duas vezes e acabei optando pela gastronomia local, comi samosas gourmets na primeira vez e espetinho de crocodilo e avestruz na segunda, mas eles têm também outras carnes de caça como kudu, zebra e gazela.

    Samosas Gourmets

    Espetinho de crocodilo e avestruz 

O Watershed é uma feira de artesanatos locais e uma perdição. Se você está com a mala cheia como eu ou não quer gastar dinheiro, fique longe dela! Eu gosto de comprar artesanatos locais como recordação, mas confesso que tenho uma certa dificuldade em achar coisas das quais realmente goste. Infelizmente aqui na África não tenho esta mesma dificuldade, meu problema aqui é não poder comprar todas as coisas maravilhosas que eles produzem. 

    Watershed Market 

O aquário Two Oceans também é um belíssimo passeio. Não é muito extenso, porém super informativo. A fauna e flora marinha africana é muito rica e vale a pena conhecer um pouco do que eles têm aqui. 

    Aquário Two Oceans  

Mas o que mais me impressionou foi a floresta (submersa) de Kelps. Eu já tinha lido sobre ela numa exposição ao ar livre em Sea Point e podia vê-la todos os dias ao abrir a janela do meu quarto em Bantry's Bay, mas só no aquário pude ter noção da dimensão que tem esta floresta e a diversidade (e tamanho) da fauna aquática que nela habita. 

    Floresta de Kelps vista do hotel 

Outra coisa super bacana é que além das informações sobre a fauna e flora marinha, o aquário traz informações sobre a importância do uso consciente da água e dos problemas da falta de reciclagem e da disposição de lixo no mar.

A visita à Robben Island foi mais do que especial e merece um post todinho só pra ela.

Espero que tenham gostado! 

Abaixo seguem alguns links pra quem quiser mais informações: 

www.waterfront.co.za

www.aquarium.co.za

Beijos e até mais! 

Fabi Rosa

Cheguei na Cidade do Cabo dia 26, última 5a feira, então acredito que já tenho várias coisas bacanas pra contar dos lugares que eu fui e também algumas dicas e curiosidades pra passar.

Antes de começar a falar da Cidade do Cabo, tenho uma dica bem legal: pra quem não sabe, eu comprei pra minha viagem uma passagem volta ao mundo. É só escolher um pool de cias aéreas (eu conheço a One World e a Star Aliance, mas de qualquer forma é melhor conversar com seu agente de viagens pra ver qual é a mais indicada para o seu roteiro) e comprar a passagem que te dá direito a um número "X" de trechos aéreos num mesmo sentido. Ou seja, partindo de onde você está, você pode ir pra direita ou esquerda, mas deve manter esse sentido sempre. Só tem um porém, aliás, dois, não dá pra fazer upgrade e você sempre tem que se basear no limite de peso de bagagem mais baixo se não quiser pagar por excesso.

Sobre a cia aérea South African, posso dizer que o serviço é muito bom e a comida também. Os assentos da classe econômica também são bem confortáveis se comparados com as cias aéreas brasileiras e americanas (com as quais normalmente voamos). 

Outra dica é quando você chegar à imigração em Joannesburgo vá direto pra fila de "Outros passaportes - sem requisição de visto". Eu e os outros brasileiros recebemos informações confusas ao chegar e perdemos muito tempo. Pode ir direto pra lá sem medo de errar, rsrs. 

Agora falando sobre a África, posso dizer que ela roubou meu coração!! Sempre tem algo que nos marca nos lugares que visitamos e o que me marcou aqui foram as risadas! Muitas risadas e gargalhadas... Se tem algo que representa Cape Town pra mim é a alegria!! 

O povo é hospitaleiro e gentil, a cidade é limpa e organizada, e razoavelmente segura. Como em toda grande cidade existem áreas mais seguras e áreas menos seguras, as mulheres não devem andar desacompanhadas após o entardecer, mesmo em pequenas distâncias, e sempre se deve andar como quem sabe onde está indo (mesmo que esteja desesperadamente perdido, rs!). Pelas conversas que tive com os locais, ao que tudo indica, a Cidade do Cabo é muito mais segura do que Blumenau, a cidade onde eu moro.  

O Hostel - The Backpack - onde fiquei hospedada é apaixonante! A decoração, os ambientes, o atendimento, é tudo demais!! Não é à toa que eles ganharam prêmio de melhor Hostel da África do Sul nos últimos anos. E além disso, ainda mantém um projeto social incrível!! 


E se você cair aqui meio de paraquedas como eu, não se preocupe, eles têm vários tours pra oferecer e mil sugestões de lugares pra indicar.  

Se quiser maiores informações sobre o Hostel, segue o site:  
http://backpackers.co.za

A comida daqui também é incrível! Uma mistura de sabores indescritível! Eu fui ao Mama Africa que serve comida local e peguei um prato que trazia várias carnes de caça: crocodilo, avestruz, gazela, kudu e linguiça de veado. Tirando o Kudu, achei tudo delicioso! O ambiente é ótimo e tem música local pra animar. Só precisa de reserva caso queria uma mesa. Senão, pode sentar e jantar no bar como eu fiz. 


Mais informações no: http://mamaafricarestaurant.co.za

Outras opções que provei e recomendo são o Bukara - Indiano - no Waterfront, o Simply Asia (é uma franquia, tipo fast food, mas muito melhor), o Jazz Restaurant, onde você pode jantar ao som de um maravilhoso jazz local, e o Redemption - Hamburguers - do Old Biscuit Mill. E caso você exagere em algumas refeições, como eu, e queira compensar o bolso e as calorias, o Whoolwhorths Food é uma excelente opção. Tem saladas e outras comidinhas leves por um preço bem justo. 

Algumas outras dicas e informações gerais são: sempre acerte o preço com o taxista antes de partir, eles não costumam usar taxímetro e pelo o que eu soube, os que usam tem o taxímetro adulterado; esqueça os talheres e guardanapos embalados individualmente do Brasil, aqui eles vêm dentro de um baldinho, à mostra e ao alcance de todos; fique atento ao troco, por diversas vezes tive troco errado (pra menos) ou não recebi - inclusive no duty free do avião. 

Por hoje é só! No próximo vou trazer fotos e informações sobre o Old Biscuit Mill, Waterfront, o Cabo da Boa Esperança, visita à colônia de pinguins e passeio de barco com as baleias, e Robben Island. 

Espero que gostem! 
Beijos e até logo!!