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Hoje vou contar pra vocês sobre a minha experiência no Zimbábue e em Botsuana, que sem dúvida foi a mais fantástica que já tive na vida.

Pra começar, acho interessante falar um pouco sobre como escolhi os países que iria visitar e porque eu resolvi ir para esses países (da África), já que cada vez que falo sobre a minha ida pra lá, ouço essa pergunta: Mas porque?!

Bom, quando comecei a planejar a viagem, abri um mapa mundi e comecei a fazer uma lista de todos os países que eu gostaria de visitar. Mas, como eu precisaria de  pelo menos uns 2 anos pra conseguir passar por todos os lugares da minha lista, fiz uma seleção dos países que mais me interessavam e mandei pro meu (amigo e) agente de viagens pra ver o que seria possível visitar ou não. E acredite, a África não estava na minha lista, apesar de já ter ouvido maravilhas de várias pessoas que voltaram de lá encantadas. 

Enfim, rascunhamos o meu roteiro e meu agente sugeriu que incluíssemos a África do Sul, pois tinha certeza que eu ia amar. Como confio plenamente nele, eu topei. E depois de absorvida a idéia, perguntei se teria mais algum outro país na África que eu poderia visitar em segurança - pois alguns países são muito perigosos, principalmente para mulheres sozinhas, e porque estava tendo um surto de ebola na época também. Ele me assegurou que Namíbia, Botsuana e Zimbábue eram seguros e com as cotações em mãos acabei optando por um pacote de 5 dias nos dois últimos países. Infelizmente acabei descartando a Namíbia, que era minha primeira opção, porque o custo era bem mais alto.




Pra quem não sabe (como eu antes de ir pra lá), estes três países: Namíbia, Botsuana e Zimbábue, que estão no sul da África (e ao norte da África do Sul), fazem, juntamente com a Zâmbia, fronteira uns com os outros.






Visto de entrada no Zimbábue

Após os 15 dias na África do Sul, que já contei pra vocês em posts anteriores, peguei meu vôo pra Victoria Falls - cidade no Zimbábue com o mesmo nome da catarata. No pequeno aeroporto da cidade você faz o visto para entrar no país (sendo possível fazer visto para uma única ou para múltiplas entradas). Mas, prepare-se, pois a fila anda lentamente, o calor é grande e ainda tem o custo do visto.

Do aeroporto o pessoal da Watershed (empresa responsável pela minha estada lá) me levou ao meu hotel, o Victoria Falls Safari Lodge. Eu já tinha visto fotos do hotel e sabia que a estrutura era excelente, mas ele superou minhas expectativas. Como muitos outros lá, o hotel possui uma lagoa (acredito que artificial) aonde os animais vêm atrás da água. Assim, é possível acompanhar esse vai e vem de várias espécies de animais dia e noite, de todo o hotel, dos quartos às (2) piscinas e também do bar e restaurante.  

Vista do bar para a lagoa (ao fundo) e piscina

Uma das duas piscinas do hotel



















E por falar nos quartos, eles são belíssimos! Rústicos e ao mesmo tempo de muito bom gosto. E têm uma sacadinha bacana de onde você pode contemplar a natureza, observar os animais e assistir a belíssimos sunsets


Quarto do Safari Lodge

Pôr-do-sol visto da sacada do quarto








































O atendimento no hotel é excelente, e não só no hotel, mas em todos os lugares onde estive (tanto no Zimbábue como em Botsuana), me senti acolhida e respeitada pelo povo local. Não lembro de ter me sentido tão confortável e segura em qualquer outro lugar que visitei. 


Caminho para alguns dos quartos do hotel

A cozinha do hotel também está entre os pontos positivos, os pratos são muito bem elaborados e com um preço muito justo, assim como as bebidas. Mas não espere nada muito tradicional. A cozinha usa ingredientes regionais, mas os pratos então mais para culinária internacional. 

Com exceção do Boma, tradicional churrasco africano que é servido em uma estrutura à parte, mas dentro do próprio hotel.


Entrada e recepção do Boma
Ao chegar ao local, você é recepcionado por pessoas caraterizadas e recebe uma vestimenta e pinturas no rosto também. Durante o jantar são realizadas performances de música e dança das quais você é "convidado"a participar. É muito divertido e me lembrou a nossa Bahia, pelo colorido das roupas, o batuque do som e a alegria do povo.


Tambor que você recebe para acompanhar os músicos


Apresentação musical nas mesas durante o jantar
























Quanto à gastronomia, são servidas entradas e sopa típicas, e há ainda um buffet grande de saladas e outro de carnes e acompanhamentos, e provavelmente um de sobremesas, mas que eu não podia nem pensar em comer depois de tanta coisa. Entre as carnes de caça podemos encontrar crocodilo, porco selvagem (warthog), avestruz, zebra, gazela, veado, etc. Programa altamente recomendável!

Minha primeira atividade e única pré-agendada, foi a visita à Catarata Victoria. Então aqui vão algumas informações sobre ela: Victoria Falls está localizada no Rio Zambézi, o 4o maior rio da África. Ela tem mais de 1 quilômetro de comprimento e mais de 100 metros de altura e por isso, segundo eles, é considerada a maior catarata do mundo. Mas vale lembrar que Iguaçu (pelo número de quedas) e Niagara (pelo volume de água) também disputam esse título.


Vista das Cataratas Victoria em um dos primeiros mirantes
O barulho que as quedas causam pode ser ouvido há 40 quilômetros de distância, e o seu spray, que tem cerca de 400 metros de altura, pode ser visto de até 50 quilômetros. E é realmente impressionante ver a "fumaça" da catarata quando se chega à Victoria Falls.


"Fumaça"das cataratas, o spray que pode ser visto a quilômetros de distância
Bom, algumas dicas pra quem vai fazer esse passeio: 

1) Leve capa de chuva! - É possível alugar uma capa de chuva na feirinha em frente à entrada, mas se tiver uma capa de chuva boa, use-a! O tour pelas quedas molha muito mais do que se pode imaginar. Leve também uma boa capa para a câmera fotográfica (eu levei e ainda assim tive que guardar a câmera a partir de determinado momento), e para o celular (o meu apesar de estar no bolso da capa de chuva, ficou completamente ensopado - nesse caso deixe o celular desligado em meio a um monte de arroz cru pra tirar a umidade).

2) Vá com roupas e sapatos que sequem facilmente e não pesem quando molhados - Sim, você vai ficar completamente encharcado! Roupas esportivas e sandálias de caminhadas são uma excelente opção (e obviamente eu não sabia disso!).

3) Leve um lanche leve e água - Apesar da estrutura possuir uma lanchonete/restaurante, no fim do caminho é possível ver a ponte que leva à Zâmbia e lá se forma um arco-íris. Depois de tanto banho, nada mal fazer uma pausa contemplando essa vista a seco, não?!


Ponte na divisa entre Zimbábue e Zâmbia que pode ser vista no fim da trilha das cataratas
Sobre a visita: o Parque não é muito grande e não é necessário pegar um guia para fazer o roteiro, que leva cerca de 2:30 horas. Mas você pode solicitar um (com antecedência), se quiser. Os primeiros pontos de parada, que são os mais distantes, são os de onde se pode observar melhor a catarata. Esses pontos ainda são secos e você não entende porque te mandaram levar uma capa de chuva (rsrsrs). Em um determinado momento, quando você se aproxima do mirante, leva uma chuvarada na cabeça. É muito estranho, porque você dá um passo pra trás e nada, mas quando volta pra frente, água na cabeça. É nesse momento que você começa a entender a necessidade da capa. Essa "chuva" nada mais é que o spray da catara e quanto mais você vai se aproximando dela, pior ele vai ficando. Até o ponto em que você tem a sensação de estar em meio a uma tempestade de verão. Mas o pior é que quanto mais perto, pior a visibilidade, então esqueça as fotos e viva a sensação de estar assim pertinho dessa maravilha da natureza e divirta-se como uma criança tomando um banho de chuva. Afinal, você não é o único ali naquela situação! 


Quase no fim da trilha e completamente ensopada

Na África (pelo menos no sul) as épocas de chuva e seca são muito bem definidas, e isso interfere no volume de água das cataratas, o que pode facilitar ou piorar a sua visibilidade.

Depois do passeio, volte pro hotel, tome um banho quente e descanse. Você merece! Rs.

Caso você ache que o passeio a pé não tenha sido o suficiente, também é possível ver a catarata de cima, fazendo um vôo de helicóptero. Assim como os outros pacotes, esse pode ser adquirido diretamente no hotel onde está se hospedado ou nas operadoras da região. Mas o interessante de fechar com o hotel é que eles tem acesso a diferentes operadoras, você não precisa ir à cidade para comprá-los (a maioria dos hotéis fica longe do centrinho) e o preço é o mesmo. 

Por falar em centrinho, você não precisa se preocupar com o deslocamento. As empresas responsáveis pelos pacotes tem o transporte incluso e os hotéis tem ônibus que vão e voltam do centro durante todo dia e até certa hora da noite. 


O segundo passeio que fiz foi o mais lindo e emocionante da minha vida! Caminhar com leões em seu habitat natural foi simplesmente fantástico! A princípio eu estava um pouco relutante, pois achei que os leões estariam dopados, como em alguns outros lugares, mas eu não poderia saber se não fosse ver, então, lá fui eu. O valor do passeio é alto (150 dólares, assim como o dos elefantes), mas o valor ajuda a custear um projeto belíssimo de aumento da população de leões na vida selvagem. O projeto consiste em procriar os leões em cativeiro e depois inseri-los de volta no ambiente natural. Alguns deles são treinados quando pequenos para fazer esse tipo de atividade que fizemos, mas depois de certa idade passam a ver o ser humano como presa e passam pelo processo de re-inserção no ambiente natural.



Andando lado a lado com as leoazinhas
Eu me senti muito segura durante todo o passeio, pois a equipe fornece todas as informações necessárias sobre como deve-se proceder e acompanha todo o trajeto, juntamente com um guarda armado (pois existem búfalos naquela região). A visita consiste no seguinte: ao chegar ao local você assiste a um vídeo que fala do declínio da população de leões na África nos últimos anos e também sobre o projeto e sua importância. Depois são dadas informações sobre como proceder durante a visita, como se comportar com os leões e como tocá-los. E então, cada um ganha uma espécie de cajado e todos adentram a savana. Os animais nos encontram lá, em seu ambiente natural. No meu caso, foram duas leoas de 4 meses de idade, previamente alimentadas. Durante todo o tempo, a vontade das leoas prevaleceu. Se elas queriam andar, andávamos, se queriam sentar, nos revezávamos para tocá-las. Uma equipe de cerca de 8 pessoas nos acompanhou. Além do senhor armado, alguns homens eram responsáveis por distrair as leoas, outros por fotografar e filmar e outros nos orientavam todo o tempo. Foi uma experiência linda e marcante. Recomendo para quem tiver a oportunidade, de que não a perca! Ah, e também é possível participar voluntariamente do projeto.


Tocar um leão é uma das experiências mais lindas que alguém pode ter



Outro passeio que fiz foi um safari, ou game drive como eles chamam por lá, com elefantes. Eles chamam de Game todas as carnes de caça, mas eu não saberia explicar porque. Nesse passeio você chega no local e, como nos leões, recebe informações sobre a população de elefantes e sobre o que consiste o projeto. Este, ao contrário do dos leões, não visa aumentar a população de animais na vida selvagem. Eles mantêm a reprodução em cativeiro, mas os animais permanecem isolados dos outros animais. Isso porque os elefantes selvagens são muito agressivos e devastam a área por onde passam. Assim, este projeto serve mais para a manutenção da espécie e, principalmente, para a educação ambiental.



O primeiro contato com um elefante 
Bom, voltando a programação, após receber as informações, os elefantes são trazidos para perto de nós para que tenhamos um primeiro contato com eles. São animais enormes e realmente assustam um pouco. Sua pele é áspera e dura e seus pelos são muito, muito duros. Mas eles são um charme e em questão de minutos você já está completamente apaixonado por eles.

O passeio é feito por duas pessoas, além do guia. No meu caso, ainda acompanharam mais um guia e o filhote da minha elefante, que ainda está amamentando (o que deixou tudo ainda mais lindo!).


Durante o safari
Meu quarto passeio foi visitar a área rural e ver como a população da região vive. Toda a experiência com os animais foi indescritivelmente linda, mas ir à África e não conhecer a realidade das pessoas não faria sentido algum pra mim.


Então lá fomos nós, eu e meu guia, para o Village Tour. E foi incrível entrar na casa dessas pessoas tão simples e acolhedoras. Fiquei encantada com a limpeza e organização das casas, que são construídas por eles mesmos. Algumas tinham inclusive canteiros de flores ao seu redor. Mas apesar de tudo isso, essas pessoas não tem acesso à água encanada. Um dos moradores que visitei possui uma torneira no terreno e essa torneira, proveniente de doações, abastece a população daquela área. Além da água encanada, eles não têm acesso à luz elétrica e muitas vezes não tem banheiro (nem fora de casa).


Uma das famílias que eu conheci na Vila de Victoria Falls
Foi extremamente gratificante e um tanto revoltante conhecer a realidade dessa gente e conhecer a realidade do governo deles também.


Detalhe que faz a diferença: O Zimbábue não tem moeda própria há muitos anos, por isso usa o Rand (moeda da África do Sul) ou o dólar americano. Mas em alguns lugares aceita Euro e outras moedas estrangeiras. Ou seja, o custo de vida para a população é altíssimo, enquanto os rendimentos não.

Pra fechar meus dias no Zimbábue, eu não poderia fazer outra coisa senão um cruzeiro no pôr-do-sol.

Sunset cruise, um safari no rio Zombeis ao pôr-do-sol
A idéia era fazer um safari, mas a turma era tão divertida que observar os animais ficou em segundo plano. Mas o passeio é lindo, e ainda é regado a comes e bebes deliciosos. Afinal, a África sabe tratar muito bem os seus turistas!

Brasileira (eu), Sul Africano, Polonesa, Canadense, Francês e Inglesa curtindo o fim do dia

Bom, acho que esse post já ficou imenso e vou deixar o Botsuana pra próxima.

Espero que tenham gostado, porque eu amei reviver todas essas lindas experiências.

Beijos e até o próximo!

Fabi, a Rosa viajante.
Quando for à África do Sul, você terá algumas opções de passeios com vistas panorâmicas maravilhosas. Eu fui a esses três lugares que fazem parte do Parque Nacional de Table Mountain e recomendo os três: Table Mountain, Cabo da Boa Esperança e Signal Hill.

O primeiro que visitei foi o Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, e é literalmente onde o vento faz a curva - é quase impossível aguentar o vento no topo do farol. Consegui o pacote através do Hostel Backpackers por cerca de 45 dólares. Nele estava incluso, além da ida ao Cabo, uma passeio de barco pela bacia de Hout (opcional e pago separadamente) para ver os animais marinhos, um belíssimo passeio pela estrada maravilhosa de Chapman's Peak (que fica no caminho) com direito a parada pra vista panorâmica, visita à colônia de pinguins de Simon's Town e um piquenique com comidinhas homemade no Centro de Visitantes do Parque. 

    Bacia de Hout pela manhã 

                                                           Passeio de barco pela Bacia de Hout
                         
    Estrada de Chapman's Peak 

    Panorâmica de Chapman's Peak


   Colônia de pinguins de Simon's Town

                                                                  Piquenique no Centro de Informações de Visitantes

Você pode subir ao farol do Cabo usando o teleférico ou a pé por um belíssimo (íngreme, porém pavimentado) caminho com mirantes para paisagens de tirar o fôlego - talvez até mais belas que a do próprio farol. E se quiser ainda pode caminhar, por um trecho não tão fácil, margeando a costa e descer até o marco do Cabo da Boa Esperança. O caminho é um pouco difícil - íngreme e pedregoso, principalmente quando venta muito, porque fica difícil caminhar, mas vale a vista que se tem ao chegar à ponta.

    Vista da subida ao farol do Cabo da Boa Esperança 

                                                           Aos pés do farol

   Cabo da Boa Esperança - o ponto mais ao sudoeste da África

Finalizamos o passeio voltando de bicicleta (nem todos conseguiram chegar lá e eu fui um dos que pediu carona no meio do caminho, rs) até o Centro de Visitantes de onde partimos. O passeio leva um dia inteiro, então programe-se para isso. Mas garanto que vale muito a pena!

Signal Hill é outro ponto alto super legal para uma vista panorâmica. Fui por indicação do meu amigo e agente de viagens, que me recomendou que fosse assistir ao pô-do-sol lá. Como não estava de carro, o meu hotel - Ambassador - fechou com o taxista um valor para ir e voltar e me esperar lá por 1 hora (paguei cerca de 30 dólares por isso). Levei vinho e morangos, como recomendado, e um tecido para um piquenique. Quando cheguei, a encosta do morro já estava lotada de pessoas sentadas assistindo ao espetáculo e confraternizando. Sugiro que você chegue cedo para evitar o engarrafamento e não correr o risco de perder o grande momento. E até mesmo para poder curtir todo o lindo processo do sol se pondo. Veja certinho qual o horário em que o sol se põe (o aplicativo de tempo do smartphone te dá essa informação) e vá com pelo menos 1 hora de antecedência. Depois do pôr-do-sol vale a pena ficar mais um tempo curtindo as cores que vão se formando no céu. É um espetáculo imperdível!


                                                                Muitas pessoas vão ao Signal Hill assistir ao pôr-do-sol


















                                                                                                   
Eu também fui com meus morangos e vinho

Pra quem não sabe, o pôr-do-sol é o meu momento favorito do dia. E na África tive uma coleção deles para levar na memória! Além de Signal Hill, assisti a maravilhosos sunsets em Bantry Bay (da janela do meu quarto mesmo) e em Camps Bay.

Table Mountain, por incrível que pareça, foi uma das últimas atrações da Cidade do Cabo que eu visitei. Não me pergunte porque! Olhar para ela todos os dias (a Cidade do Cabo fica entre a Table Mountain e o mar - nada mal, hei?!) já era demais, mas subir e ver a cidade lá de cima foi sensacional!



















Table Mountain vista do teleférico

















                                                              


                                                                 Cidade do Cabo vista da Table Mountain
                 
Assim como no farol do Cabo da Boa Esperança, você pode subir a Table Mountain pela trilha ou pelo teleférico. Mas não esqueça que a subida é íngreme e há um aviso que diz para verificar as condições meteorológicas antes de subir, pois se o vento piorar o teleférico será fechado e você terá que descer pela trilha. Ou seja, esteja preparado! Eu, apesar do medo de altura, subi pelo teleférico e achei muito tranquilo. Ele é panorâmico e a vista da subida é belíssima!


   E quem resiste a um selfie com essa paisagem?!

Para ir à Table Mountain, ao invés de pegar um taxi (já que ônibus local não é recomendável para mulheres sozinhas), peguei a rota do City Sightseeing que passa por lá, aproveitando assim para fazer um tour pela área dos museus e visitar o do District Six, que conta a chocante história de quando a área foi declarada como de brancos e os moradores da comunidade, que não eram brancos, foram forçados a se mudar para outras localidades mais afastadas. 

District Six Museum

A propósito, esqueci de mencionar no post anterior um triste informação sobre Stellenbosch - a cidade foi o berço do Apartheid.

Enfim, outra dica é que para evitar uma possível fila na hora de comprar o ticket para o teleférico da Table Mountain no local, você pode comprar o ticket antecipadamente no City Sightseeing também.

Bom, espero que tenham gostado das dicas sobre a África do Sul. 

Nos próximos posts, vou falar pra vocês sobre os meus dias em Zimbábue e Botsuana.

Beijos e até mais!!




Os últimos dias foram incríveis!! Viajei com os meus pais e a minha avó pela Alemanha, Holanda e Luxemburgo. Foram dias intensos e muito divertidos. Mas agora a mamata acabou, minha família já está no Brasil e estou viajando com duas amigas pela Croácia, o que deve me deixar pouco tempo para escrever mais uma vez. O lado bom disso, é que significa que estou aproveitando ao máximo, o lado ruim é que estou com uma defasagem de muitos dias, enquanto minha idéia inicial era ter um diário em tempo real. Mas como expectativa e realidade nem sempre andam juntas, a gente faz o que pode, rs.

Por isso, vamos voltar à África do Sul, mais exatamente para a cidade de Stellenbosch. A maioria das pessoas que conheço visita Stellenbosch em pacotes que saem da Cidade do Cabo e passam o dia nas vinícolas para as quais os grupos são levados. Mas eu optei por passar mais tempo na região, pois tinha programado 15 dias na África do Sul e achei que podia me dar ao luxo de passar um tempo curtindo o campo. E posso garantir que foi uma excelente idéia! 

Com certeza saiu muito mais caro do que os pacotes, principalmente porque eu estava sozinha. Então, no caso de optar por passar uns dias nas vinícolas também, considere os seguintes gastos: diária de hotel - o que não muda muito, pois você só muda o local de hospedagem. Na verdade, pelo o que percebi, os hotéis em Stellenbosch são mais em conta que os da Cidade do Cabo; traslado da Cidade do Cabo à Stellenbosch - caso você não tenha alugado um carro - me custou cerca de 45 dólares cada trecho, mas sugiro negociar com o taxista antes; e contratação de guia para visitação das vinícolas - mesmo que você esteja de carro e não precise se preocupar com o traslado, sugiro que contrate o serviço de guia com transporte para poder degustar a vontade sem se preocupar com a direção depois - me custou cerca de 70 ou 90 dólares o dia. 

O interessante de ter um guia particular é que ele conhece muito bem a região e pode levá-lo para vinícolas mais específicas, de acordo com seu gosto. Eu, por exemplo, tenho mais interesse em vinhos tintos e espumantes e também queria ver o processo de produção de vinhos, assim, pude focar nas melhores vinícolas pra mim. Caso contrário, você pode ficar à vontade e fazer sua lista de vinícolas, mas vale lembrar que só na região da cidade de Stellenbosch são mais de 500.


   Armazenamento do vinho em barris de carvalho

Além de Stellenbosch é possível visitar e pernoitar na cidade vizinha de Franschhoek, que também é uma graça. Ambas cidades tem um centro pequeno cheio de lojinhas e restaurantes, mas Stellenbosch possui ainda um jardim botânico que me encantou! Vale a visita para ver de perto a imensa variedade de plantas que o país possui. Se como eu, você não tiver tempo de ir ao Kirstenbosch, sugiro que o visite. E mais, sugiro que guarde um tempo para um almoço no restaurante do Jardim, pois além de ser uma fofura, foi disparada a melhor comida que provei na cidade. Comi um Bobotie, que é um prato típico de carne moída (mais ou menos um bolo) temperado com muitas especiarias e assado no forno. Simplesmente divino!


   Uma das flores exóticas do Jardim Botanico de Stellenbosch


                                                                                 Bobotie, tradicional prato sul-africano


    Restaurante do Jardim Botânico de Stellenbosch

                                                                  Um dos restaurantes do centrinho de Stellenbosch

Quanto às vinícolas, como fiquei doente ao chegar à Stellenbosch, perdi um dia de cama, ficando com apenas 1 dia e meio para visitações. No primeiro meio dia, ainda me recuperando, consegui fazer duas vinícolas, a Neil Ellis e a Boschendal. Nesta última foi possível fazer o tour para conhecer o processo de produção. A primeira me encantou pela modernidade do design do local, além da vista externa para as parreiras. Sem falar na qualidade dos vinhos. Já a Boschendal é a maior produtora de vinhos da África do Sul e para isso, compra uvas de todas as partes do país. Pude provar os tintos e as espumantes e gostei muito! Mas além da degustação e do cellar tour, é possível adquirir cestas de piquenique, fazer um lanche rápido na delicatessen ou mesmo almoçar no recém-aberto restaurante da vinícola, o Mansão Boschendal.



   Vinícola Neil Ellis: excelentes vinhos e design moderno


                                                                  Vista para os vinhedos em Neil Ellis


    Mansão Boschendal, o novo restaurante da vinícola


                                                                                 Vinhedos de Boschendal

No segundo dia visitei as vinícolas Glenelly Estate, que é uma graça e tem uma lojinha de souvenirs bem bacana; Tokara, que por sinal é premiadíssima e tem uma seleção de azeitonas e azeites espetacular; a Solms Delta, que tem um museu que fala da história da região e tem um restaurante bem interessante, no qual degustei uma deliciosa tábua de frios e vegetais junto com os vinhos - que tem lindos rótulos vintage relacionados à música, que algo muito marcante na África do Sul. Talvez não tenham sido os melhores vinhos que provei, mas foi o lugar mais especial de todos, pela história do lugar (que tem um contexto social) e pelo carisma dos atendentes; e a Anthonij Ruppert, onde provei espumantes e tintos, sob a marca Pretorium, na sede da vinícola e mais adiante no mesmo terreno, descobri um lugar especial. Em um casarão antigo foi possível degustar uma safra especial da vinícola com o nome do dono: Anthonij Ruppert. Estes foram os melhores vinhos de todos os que degustei e recomendo uma ida até esse casarão não só pelo vinho, mas pela beleza da mansão, onde você pode degustar seu vinho no cômodo que desejar.


    Área de degustação de Glenelly Estate 

                                                                  Aproveitando a degustação em Glenelly Estante


    Um dos vinhos da premiadíssima Tokara


                                                                                                   O super atendimento da Solms Delta     

    A deliciosa tábua de frios da Solms Delta

                                                                                 Três dos vinhos super especiais do Anthonij Ruppert


Durante a minha estada em Stellenbosch fiquei hospedada em um Hotel com o mesmo nome da cidade, super antigo, bem localizado e com um atendimento muito bom. Infelizmente a cozinha e restaurante estavam em reforma, talvez por isso o café da manhã tenha deixado um pouco a desejar. Mas de modo geral, gostei bastante de ficar hospedada lá.

                                   Meu quarto single petit super fofo

Espero que tenham gostado das informações sobre essa cidadezinha fofa!

Beijos e até mais!!!